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Simplesmente Gaiato

Leazinha e a sua paixão pela MPB

Leazinha tinha 18 anos e uma paixão que pulsava em cada batida de seu coração: a música popular brasileira. Desde pequena, cresceu ouvindo os clássicos de Elis Regina, Cartola e Chico Buarque. Suas manhãs começavam com o som do rádio velho na cozinha de casa, enquanto sua avó preparava café fresco e assobiava melodias que pareciam contar histórias.

Aos finais de semana, Leazinha costumava pegar o violão empoeirado do pai e se sentar debaixo da mangueira no quintal. Era ali, entre as folhas balançando ao vento, que ela encontrava seu refúgio. Dedilhava as cordas desafinadas e cantarolava baixinho, tentando dar voz aos sentimentos que borbulhavam dentro dela. Sonhava em um dia cantar para alguém além das formigas que passeavam pelo chão.

Certa tarde, quando o sol estava especialmente dourado, Leazinha decidiu participar de um concurso de talentos na praça central da cidade. Hesitante, inscreveu-se na última hora, escolhendo “Águas de Março”, de Tom Jobim, como sua apresentação. A canção falava sobre ciclos e renovações – algo que ressoava profundamente com ela, prestes a entrar na fase adulta da vida.

No dia do evento, a praça estava lotada. Crianças corriam entre barracas de artesanato, e o cheiro de pipoca invadia o ar. Quando chegou sua vez, Leazinha subiu ao palco tremendo. Segurava o microfone com tanta força que suas mãos suavam. Mas, assim que começou a cantar, tudo ao redor desapareceu. Era só ela, a música e aquele momento mágico.

Sua voz era doce, quase sussurrada, mas carregava uma emoção genuína que encantou a plateia. As pessoas fecharam os olhos, deixando-se levar pelas palavras poéticas e pela melodia envolvente. Ao final, houve um silêncio breve antes de aplausos estrondosos ecoarem pela praça.

Embora não tenha ganhado o primeiro lugar, Leazinha saiu dali com algo muito maior: a certeza de que sua voz importava. Naquela noite, sob as estrelas, prometeu a si mesma que continuaria cantando, porque a música era mais do que um hobby – era sua maneira de conectar-se com o mundo.

E assim, Leazinha seguiu seu caminho, levando consigo o ritmo do Brasil, pronta para enfrentar o futuro com harmonia e coragem.

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