Nas noites silenciosas da paixão,
Em sonhos te possuo, corpo ardente.
Teus seios, rios de doce exaltação,
Na cama do ilusório, docemente.
Teus beijos são licor que o fogo ascende,
Teus suspiros, vulcões que a pele invadem.
Em transe, nossas sombras se compreendem,
E o desejo em volúpia nos desfazem.
Mas ao romper da aurora, frio espanto:
Desfaço-me em cinzas de um gozo ausente.
Teu nome, eco de um amor tão santo,
Apaga-se na luz do sol nascente.
Ó musa feita de sombra e quimera,
Amor que vive apenas onde a noite gera.


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