Chamas que no peito incendeiam o ar,
Rasgam a noite em gritos de desejo,
Não há vento que possa acalmar
Este fogo que abrasa sem lampejo.
Teu olhar, tempestade de verão,
Desperta em mim o caos dos elementos,
E em cada beijo, um novo ciclone,
Turva a razão, rompe juramentos.
Ó loucura que em veias me corrompe,
Dilacera a alma, mas não me envergonho:
Se és veneno, que seja meu opróbrio,
Se és delírio, que o mundo desafogo.
Que importa o mundo, se em teu corpo encontro
O abismo onde meu ser se perde… e sinto?


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