Sinto o prazer da liberdade plena
Como ave que não teme os céus abertos,
Desata asas em voos indiscretos
E bebe o ar que os véus do medo enfrena.
Não há grilhões que a alma condenem,
Nem sombras que apaguem seu fulgor.
É rio que transborda sem temor,
Salto ao infinito que a ninguém pertence.
O vento é irmão, a luz, confidente,
E cada passo é um novo horizonte.
A vida, agora, dança mais presente,
Livre do peso que outrora a imprimia.
Ah, doce enigma que o peito expandia:
A liberdade é verso, melodia.


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