Dexaketo

Simplesmente Gaiato

Sonho de Amor?

Amor, fantasma azul que o crepúsculo derrama,
Teu sonho é um véu de névoa sobre a fonte pura.
Nas sombras do impossível, a alma se reclama,
Enquanto o corpo é cinza, efêmera escultura.

A lua desfia fios de prata na lagoa,
Onde os lábios do vento sussurram segredos.
O desejo, navio sem rumo, à deriva voa,
E o corpo, flor noturna, desfolha seus enredos.

Ó impossível abismo, horizonte sem chão,
Teu vértice é um canto que o tempo não devora.
Entre brumas, o amor se perde em dilaceração,
E o sonho é um espelho que a névoa descolora.

Na gruta do ser, ecoam vozes de um além frio:
O corpo é um suspiro, o amor, eterno exílio.

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