Passaram-se alguns dias após a morte de Bernardo, Luiza ainda sentia muito a morte de seu pai. Quando ela chegou no colégio, ninguém nem conseguiu reparar que ela havia chegado por lá. Acanhada, mal vestida, cabelos assanhados e uniforme mal passado. A maior patricinha da história daquele colégio era agora apenas uma pessoa desfalecida após o duro golpe que sofreu com a morte de seu pai.
Diante da dor que ela sentia no peito, ninguém, absolutamente ninguém, aproximou-se para perguntar como ela estava. Das pessoas que passavam por ela, a maioria falava que ela estava pagando caro por todas as maldades que já havia feito. Luiza entendia a raiva que as pessoas sentiam, mas naquele instante a dor que batia em seu peito, nem mesmo a indiferença popular a fazia sofrer.
Já à noite, Luiza chega em casa e tem a surpresa de receber a visita de sua avó. Naquele instante, pela primeira vez na vida, ela abraçou sua avó. Os funcionários da casa se assustaram ao ver a Luiza tão amorosa e pacífica.
Depois de alguns minutos de conversa, Luiza pergunta se podia ir morar com sua avó. Dona Adelina olha para Luiza e…


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