Não era para ser assim! Na despedida de Marta, no melhor momento do Futebol Feminino no Brasil, a eliminação na 1ª Fase da Copa, algo que não acontecia desde 1995, não é só dolorosa, é sem explicação!
Quando se olha o time convocado por Pia Sundhage, é inimaginável uma queda tão precoce. França e Jamaica mereceram avançar, e a Seleção também mereceu o tombo, diante o que produziu, principalmente, nos dois últimos jogos. Contra a França, o erro defensivo que custou a Copa. Contra a Jamaica, o excesso de capricho no ataque, que dificultou ainda mais “furar” uma das melhores defesas do Mundial.
Marta se despede de Copas com uma eliminação que uma Rainha não merecia! Porém, o recado deixado por ela também é real. É o começo de um período que nunca houve antes! Depois da queda de 2019, a CBF, os clubes e até os meios de comunicação passaram a investir mais no Futebol Feminino. Nunca o Brasil foi tão preparado para Copa, mas faltou maturidade de um time que exala talento, porém ainda não tem “casca”, e a eliminação precoce, pode ser a “puxada” de orelha necessária para os próximos campeonatos, como os Jogos Olímpicos de Paris.
Pia também possui seus erros nessa eliminação como, por exemplo, quando não investiu numa Cristiane que estava voando num período Pré-Copa, e fez uma falta danada num jogo como o contra a Jamaica. As alterações, que era um verdadeiro “sai 6, entra meia-dúzia”. Entretanto, não vejo necessidade numa troca de treinadora. Pia tem currículo para merecer essa nova chance, pelo menos, até as Olimpíadas do próximo ano, está muito em cima para mudar o comando, é mais prático e mais racional, a própria Pia e a comissão técnica se reanalisar, perceber seus erros, cortá-los e fazer essas meninas arrebentarem com a camisa da Seleção, o que já arrebentam em seus clubes.
Não é o fim do mundo, mas também não é para “Valeu, Guerreiras” como em outros Mundiais. O “puxão de orelha” vale demais, principalmente, porque não foi visto 50% do que muitas são capazes de produzir. Existem exceções, como a goleira Lelê e a Meia-atacante, Ary Borges, que jogaram demais, todavia, em um plano geral, a seleção precisava “inventar menos a roda” e executar o jogo simples com mais precisão. Menos bolas de três dedos ou longos lançamentos, mais bolas de passes rápidos e precisos, ou seja, ver o que se via Cristiane, Formiga, Dani Alves e Marta jogar, o que se via Pretinha, Sissi e Kátia Cilene jogar, e isso sem apoio, com camisa que sobrava do masculino, sem ter um clube para jogar e sem audiência ou confederação para ajudar. Faltou mais imposição, mais vontade, querer em campo e não só no pensamento. Faltou o Brasil jogar como Brasil.
A seleção não precisa de uma renovação geral após essa triste e lamentável eliminação, porque essas meninas jogam muito, são craques, só precisam ter uma ideia de jogo casada com o “sangue nos olhos”. Doeu demais essa derrota, principalmente, por saber que tínhamos potencial até para título. Mas chorar é a única opção proibida. Agora é rever os erros, levantar a cabeça e mirar as Olimpíadas do ano que vem.
Foi triste, mas fica uma bela lição para não fazermos de novo! Como diria Xande de Pilares, é erguer a cabeça, meter o pé e ir na fé, mandar a tristeza embora, temos que acreditar que um novo dia vai raiar
e nossa hora vai chegar!


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