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A Ruiva

Era uma noite comum à todas as outras noites. Estava eu no Uber, ouvindo a “Voz do Brasil” (não sei porque o motorista fazia essa tortura consigo), retornando para casa após um dia intenso de trabalho. Ao passar próximo do Marina Park, vi um vulto. Era uma mulher ruiva, que apareceu e sumiu, de repente. Ao passar em frente à Igreja de Santa Edwirges me benzi. Deu um medo danado!

Duas semanas após aquilo, estava eu no Uber, ouvindo rocks brasileiros (adorei o gosto musical do nosso nobre trabalhador por aplicativo) retornando para casa após gastar beijos com uma amiga maravilhosa. Ao passar próximo do Shopping Benfica, vi um vulto. Era a mesma ruiva. Ao passar perto da Igreja Redonda me benzi. Já tava me assustando demais!

Algumas madrugadas após aqueles fenômenos, eu sonhei com a tal ruiva, mas também como vulto. Me acordo assustado, com medo de ir na cozinha beber água

Fui em tudo que era lugar, que pudesse me ajudar, a se livrar disso! Entretanto, nenhum evitou de eu ver a ruiva outras várias vezes. Sempre em lugares distintos, sempre da mesma maneira! O que seria isso?

Um certo dia, ao dar aula, me aparece a tal ruiva. Ela era a irmã mais velha de um aluno. Uma mulher linda com seus quase 30 anos. Um sorriso deslumbrante e nem de longe um vulto. Ela falava e na minha cabeça nada era compreendido. Tocava uma música do Fábio Jr nos meus neurônios, que assim dizia: “Demorei muito para te encontrar, agora quero só você!”…

O tempo passou e meu aluno de 8 anos virou tio, e eu, seu genro. A ruiva agora era chamada de minha esposa, e o único vulto que eu via, eram os assaltos à geladeira durante a madrugada.

Era uma história de terror, que virou comédia romântica… É a vida sendo coisada!

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