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O papel do FMI no processo de Financeirização da Economia Brasileira nos anos 1980 e 1990

RESUMO

Nos anos 1970, ocorreram fenômenos impactantes a nível global, nominalmente os choques do petróleo de 1973 e 1979, que resultaram em um aumento da quantia de dólares em circulação na economia, reciclados em empréstimos a países periféricos, tal como o Brasil, país central neste trabalho, e a elevação da taxa de juros do banco central dos EUA, que elevou o valor total destes empréstimos, contraídos em dólares. Outro questão relevante neste período é a constatação mais concreta de um movimento de expansão internacional das finanças. Tais acontecimentos tiveram como repercussão a transição do regime internacional instaurado na Conferência de Bretton Woods, em 1944, para o regime subsequente, demarcado pela expansão dos fluxos financeiros internacionais, denominada financeirização. O aumento da circulação internacional do dólar em conjunto com a reciclagem dos capitais internacionais em empréstimos aos países periféricos está na base da crise da dívida externa dos anos 1980 do Brasil, levando o país a reabrir um processo de negociações com o FMI para obtenção de recursos. Tal processo se dá em torno das políticas de condicionalidades da instituição, colocando medidas de política econômica a serem cumpridas pelo país para a obtenção dos empréstimos, esta forma de atuação, como argumenta-se no presente trabalho, é resultante da influência dos EUA nas tomadas de decisão da instituição. Assim, o FMI passa em um primeiro momento a incentivar a aplicação de políticas de contração de demanda e ajustes fiscais, e então nos anos 1990 passa a influenciar na adoção de políticas neoliberais, de abertura ao mercado financeiro internacional. Esta pesquisa tem por objetivo analisar o papel do FMI no processo de financeirização da economia brasileira, a partir da política de condicionalidades da instituição, e utiliza-se da metodologia hipotético-dedutiva, partindo da hipótese de que a financeirização da economia brasileira é em grande parte resultante da aplicação das políticas de condicionalidades envolvidas na negociação entre o Brasil e o FMI. A pesquisa primeiramente se concentra na transição da estrutura organizada em Bretton Woods para a estrutura demarcada pela financeirização, depois, analisa a estrutura de funcionamento do FMI e sua forma de atuação através das políticas de condicionalidades no âmbito das negociações com os países em crise de dívida, para então se debruçar sobre as negociações com o Brasil e como a instituição exerce influência na financeirização da economia brasileira. Entende-se a partir do trabalho que a adoção de reformas econômicas neoliberais no Brasil repercutiu negativamente, implicando em barreiras à industrialização e ao crescimento econômico do país.

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Autor: Bruno Starke

Ano 2022

Repositório Institucional da UFSC

Referências

STARKE, Bruno et al. O papel do FMI no processo de financeirização da economia brasileira nos anos 1980 e 1990. 2022.

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