Dexaketo Textos Um Pouquinho de Amor Não Faz Mal a Ninguém

Um Pouquinho de Amor Não Faz Mal a Ninguém – Capítulo 20

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Quando apresentei Kiara aos meus convidados, minha mãe, imediatamente, se levantou do sofá e se retirou do apartamento. Eu me direcionei até ela e tentei entender porque ela fez isso. Ela disse que não ficaria no mesmo lugar que uma assassina. Eu fiquei sem entender de onde ela tirou que Kiara era assassina. Minha mãe enfatizou que ela foi a culpada da morte de Jon. Eu ri demais, não me controlei. Minha mãe perguntou porque estava tirando sarro. Eu afirmo que o único assassino na história era Jon, que matou Luiza e tantos outros gays na cidade, apenas por eles serem gays, e quis o destino, ironicamente, que ele morresse achando que era gay. Relembrei que Kiara apanhava de Jon, quando não fazia as vontades dele, então, ela não é a assassina dele, por ter mentido para ele, quem matou Jon foi o senhor Lauro dos Santos por puro preconceito. Apesar de ter dito o que disse, Dona Lavínia largou o prato que segurava na porta do meu apartamento e foi embora.

Depois daquela triste cena, engoli o choro e voltei para os meus convidados. Kiara se desculpou pelo incidente, mas eu disse que ela não tinha o que se desculpar. O encontro continuou, todos estavam felizes e contentes, até que Dona Marcília resolve ligar a televisão. Naquele momento, passa a notícia que o senhor Lauro dos Santos estava preso por tentativa de assassinato. Ele havia sido flagrado por um policial tentando matar sua ex-mulher, mais conhecida como minha mãe. No mesmo instante, o pai de Marcela, o Sargento Martins chega com minha mãe na porta do meu apartamento. Eu abro a porta e minha mãe já me abraça. Sargento Martins afirma que estava pelo Alphaville na casa de amigos, quando ao sair de lá e vir pra casa (ele morava com Marcela), ele começou a escutar os gritos de minha mãe, imediatamente, sem movimentos bruscos, se direcionou até a casa, invadiu e deu a ordem de prisão ao Lauro. Como segurança, ele trouxe minha mãe para o meu apartamento. Martins disse que não sabia quanto tempo Lauro ficaria preso, pois como ele era deputado, tinha foro privilegiado, então, que a gente, eu e minha mãe, tivéssemos cuidados com qualquer passo que déssemos.

Eu que estava, há algumas horas, com raiva de minha mãe, agora só a queria proteger do monstro chamado Lauro.

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