Dexaketo Textos Um Pouquinho de Amor Não Faz Mal a Ninguém

Um Pouquinho de Amor Não Faz Mal a Ninguém – Capítulo 19

Capítulo Anterior

Algumas horas após tudo aquilo, eu estava na UNIFOR treinando com a equipe de Futsal Feminino, quando recebo a visita inesperada de minha mãe. Eu peço que ela espere o treino encerrar para pudermos falar tranquilamente. Ela sorriu e disse que esperava sim.

Como dito, o treino terminou e fui falar com minha mãe. Ela me deu um abraço forte e fez um pedido profundo de desculpas. Eu, obviamente, aceitei. Eu adorava minha mãe! Ela disse que iria me aceitar como eu era, e que no fundo, ela sempre aceitou, só não podia dizer isso, pois meu pai não permitia e ela, como toda “boa” esposa, era submissa aos querer do nobre deputado. Dona Lavínia afirma que apesar de ter crescido no início da revolução feminina, sua família a ensinou sempre que “mulher livre” era “vadia”, “puta” ou “sapatão”, (sim, diante uma sapatão e dizendo que me queria como eu era, ela falou “sapatão” como algo pejorativo, eu teria calma de mostrar que ser “sapatão” não era um defeito, ela aprenderia, minha mãe era um doce.) que “mulher séria” era a que casava, cuidava dos filhos e obedecia seu marido. Ela sofreu muito com a violência verbal de meu pai. Minha mãe era linda, mas os anos de obediência ao senhor Lauro dos Santos e de preocupação com os filhos, a fizeram esquecer sua vaidade. Eu olhei para ela, liguei para Dona Marcília, pedi para minha mãe postiça para despertar o amor próprio de minha carinhosa mãezinha. Eu não podia ir junto, pois tinha o trabalho nas lojas, porém marquei um super jantar para toda minha família no meu cantinho.

Já era noite, estava tudo pronto no meu cantinho para receber toda a minha família. Coloquei meu melhor vestido, fiquei estupidamente linda e esperei meu povo. Aos poucos, todos foram chegando. Primeiro, Seu Renato e Dona Patrícia, depois Bernardo e Marcela, Seu Nelson e Dona Marcília, e por fim, a lindona da Dona Lavínia. Mandei todos para minha mesa chiquérrima e todos atacaram como famintos meu gostossérimo macarrão. Eu estava feliz. A morte de Jon e o desaparecimento de Seu Lauro, parecia ter feito toda tormenta ir pro ralo.

Quando já estava todo mundo vendo o Monday Night Football, do Futebol Americano, na sala, o porteiro avisa que uma tal de Kiara estava pedindo para subir. Eu sorri e disse que ele podia permitir. Alguns minutos depois, ela bateu na porta, eu abri, ela disse “oi”, imediatamente, a abracei e nos beijamos enlouquecidamente. Quando o beijo terminou, a convidei para entrar, ela sorriu e entrou. Quando apresentei Kiara…

1 comentário

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

%d blogueiros gostam disto: