Dexaketo Textos Um Pouquinho de Amor Não Faz Mal a Ninguém

Um Pouquinho de Amor Não Faz Mal a Ninguém – Capítulo 17

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Nessa altura dos acontecimentos, já eram quase 3 da manhã, e eu tinha que acordar cedo, tinha estágio e faculdade no dia seguinte. Porém, eu estava proibida de ter sossego naquela noite! Quando eu já namorava minha redinha e meu arzinho, pronta pra ir conhecer o mundo dos sonhos, batidas fortíssimas na minha porta. Pergunto quem era, Bernardo responde desesperado que era ele. Vou até a porta e pergunto o que houve. Ele pergunta se eu não vi o plantão que deu agora na TV. Eu disse para ele que já estava de chamego com minha rede. Bernardo, então, joga tudo na lata: “Teu pai matou teu irmão!” Eu arregalo os olhos e pergunto: “Como assim?” Seu Renato e Dona Patrícia já estavam com tudo pronto para me levar até o Alphaville. Seu Nelson e Dona Marcília já estavam lá com minha mãe. Eu seguia sem entender, Seu Renato disse que me contaria no caminho. Dona Patrícia e Marcela ficariam no Presidente Kennedy, já Bernardo iria para me dar apoio.

No longo caminho do Presidente Kennedy até o Eusébio, Bernardo não soltou minha mão nenhum instante. Seu Renato me conta que estava assistindo o Corujão da Globo com Dona Patrícia, quando, de repente, surge um plantão da Globo Nacional: “Deputado Lauro Dos Santos assassina próprio filho em condomínio de luxo em Fortaleza.” Ele afirma que na mesma hora, atrapalhou o chamego gostoso que Bernardo e Marcela estavam fazendo para que o meu melhor amigo fosse me avisar, pois achou que ele seria mais cauteloso ao pronunciar o assunto, mas quando ouviu que ele soltou na lata, correu para me acolher e me levar. Bernardo não entendia o motivo que poderia levar Lauro matar o “queridinho” dele. Eu desconfiava de algo, mas não quis dizer ali.

Ao chegarmos no Alphaville, Dona Lavínia veio me dar um forte abraço. Era minha mãezinha que estava ali aos prantos. Eu pergunto o que houve, e ela toda “roxa” não conseguia dizer nada. Seu Nelson disse que Lauro a espancou, pois ela tentou proteger o Jon. Bernardo pergunta porque Lauro matou Jon. Dona Marcília vem com um policial, o pai de Marcela, o Sargento Martins. Martins nos afirma que Lauro matou Jon por homofobia. Bernardo achou aquilo estranho, pois Jon era um assassino de gays, como poderia ter sido assassinado por ser gay. Martins repassa o testemunho de um dos vizinhos, que confirmou que Lauro deu 3 tiros na cabeça de Jon depois dele gritar para todo condomínio ouvir que era gay e estava apaixonado por uma Trans. Eu não acreditava que a mentira de Kiara para escapar da violência de Jon, o fez ser assassinado por meu pai. Minha mãe só dizia que ela não havia sacrificado a juventude dela para ver sua família acabar assim. Eu a abraço forte e digo que eu estava ali. Martins disse que não podia prender Lauro, pois ele tinha foro privilegiado por ser Deputado, e não ter sido em flagrante, pois a PM só chegou após ligações de moradores, porém a perícia viria realizar todos os protocolos e trâmites legais, para apurar as provas daquele assassinato e prender Lauro. Seu Nelson afirmou que esperava que a justiça fosse feita, pois estava cansado de ver gente sendo morta apenas por escolher amar. Martins se despede da gente, enquanto nós entrávamos na mansão.

Eu nem tinha dormido ainda e…

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