Dexaketo Textos O Retorno de Boraiev

O Retorno de Boraiev – Capítulo 12

Capítulo Anterior

Bernardo e Leazinha já estavam prontos para salvar a humanidade. Com a presença de Boraiev já sentida por Jaci, Luiza é possuída novamente pela Deusa da Lua. Poucos instantes depois, o vampirão chega em frente à Catedral. Obviamente, ele era sensível aos instrumentos sacros, porém com a Pedra de Tupã, até o sol aquele maldito podia aguentar. Boraiev sorrir e pergunta qual seria o último desejo dos escolhidos antes da morte. Leazinha finca o pé e diz que como uma boa pirambuense, ela não tinha medo de nada. Jaci pergunta o que Boraiev pretendia. Ele rir e diz que não tinha medo de uma vampira meia-boca possuída por uma Deusa não-cristã.

Paulo Preto e Raimundo Nonato já estavam na Castro e Silva, quando de dentro do carro, visualizam os escolhidos com o Vampirão. Paulo, então, afirma que, dali do carro, faria as orações, pois o vampiro não podia o interromper. Raimundo pergunta se pode ajudar em algo, o nosso querido padre diz que sim. Paulo rezaria para Nossa Senhora Aparecida, pois como tudo estava ocorrendo no Brasil, era necessário a proteção e intervenção da padroeira. Enquanto Raimundo, rezaria para Xangô, o orixá da justiça, capaz de libertar-nos de Boraiev até de um justo julgamento do demônio que nos aperreava.

Na entrada da Catedral, Boraiev resolve parar de conversar e parte para o ataque diante Bernardo, porém Jaci salva o escolhido do ataque. O vampirão rir e tenta atacar Leazinha, mas a mesma estende o braço e diz: “Kaô Kabecilê” O Vampiro solta um sorriso “murcho”, ele sabia o que era essa saudação. Ele não podia acreditar no que poderia vir a acontecer.

Paulo reza: “Senhora Aparecida, Mãe Padroeira, em vossa singela imagem. Há 300 anos aparecestes nas redes dos três benditos pescadores no Rio Paraíba do Sul. Como sinal vindo do céu, em vossa cor, vós nos dizeis que para o Pai não existem escravos, apenas filhos muito amados. Diante de vós, embaixadora de Deus, rompem-se as correntes da escravidão!

Raimundo reza:

“Poderoso Orixá de Umbanda, Pai, companheiro e guia, Senhor do equilíbrio e da justiça, auxiliar da Lei do Carma, Só Vós tendes o direito de acompanhar, pela eternidade, todas as causas, todas as defesas, acusações e eleições provindas das ações desordenadas dos atos puros e benfazejos que praticamos.

Senhor de todos os maciços e cordilheiras, símbolo e sede da Vossa atuação planetária no físico, no astral e no mental. Soberano Senhor do equilíbrio e da equidade, velai pela inteireza do nosso caráter.

Ajudai-nos com Vossa prudência. Defendei-nos das nossas perversões, ingratidões, antipatias, falsidades, incontenção da palavra e julgamento indevido, dos atos dos nossos irmãos em humanidade.

Só Vós sois o grande Julgador.”

Imediatamente, o céu abre! Eram Xangô e Aparecida que sorriem ao ver Jaci. O sorriso da Deusa da lua era evidente. Paulo e Nonato dentro do carro comemoram. Bernardo e Leazinha festejam . Boraiev suava frio, ele sabia o que estava perto de acontecer.

1 comentário

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

%d blogueiros gostam disto: