Dexaketo Textos Um Pouquinho de Amor Não Faz Mal a Ninguém

UM POUQUINHO DE AMOR NÃO FAZ MAL A NINGUÉM – CAPÍTULO 14

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No dia seguinte, após horas e horas de um amor infindável, Kiara disse para eu pegar minhas coisas e ir embora imediatamente, eu perguntei o porquê. Ela olhou nos meus olhos e disse que só queria sexo comigo e mais nada, e que não podia dar maiores explicações, porque não havia. Eu senti que ela estava mentindo, mas passei a não ligar, peguei minhas coisas e fui. Quisera o destino, eu esquecer meu RG (Carteira de Identidade), então, tinha que voltar. Na porta do prédio, interfono para Kiara, falo que iria pegar meu RG que esqueci. Ela desce, me entrega o RG, olha desesperada para os lados e grita: “Vaza, logo! Vaza!”. Aquele “Vaza!” desesperado de Kiara não era de alguém que só queria me usar sexualmente, mas de quem estava preocupada com minha presença lá. Não deu outra! Quando pergunto para ela o que era aquele desespero, um carro estaciona na frente do prédio de maneira deliquente, era meu pior pesadelo se apresentando em forma de gente. Eu conhecia aquela forma estupida de ser. De costas estava, de costas, eu sai. Mas sai rapidamente, no tempo necessário para o “Senhor Músculos” desligar o som, beijar duas vezes o volante do seu carro, responder as amantes dele no Whatsapp e, finalmente, sair do carro e se encontrar com sua namorada. Exato, meu povo! A bonitona da Kiara era NA-MO-RA-DA do imbecil do meu irmão, o Jon. Como sabia disso, depois de sair fugida de lá? Era evidente! Quando eu já estava na Frederico Borges, lembrei do maço de cigarros que tinha no quarto de Kiara, na segunda gaveta de sua mesa de cabeceira. Malboro colocado na segunda gaveta de uma mesa de cabeceira, era coisa do Jon. Ela, provavelmente, lembrou de mim em alguma foto minha com ele nas redes sociais, e me botou pra correr, mas isso é suposição minha.

Já na parada de ônibus do Dallas, restaurante que ficava ali em frente ao Pátio Dom Luiz na Varjota, eu começo a rir sozinha. Sim, eu tinha colocado um par de chifres na cabeça do sem vergonha do meu irmão. Se eu soubesse disso, provavelmente, meu sexo com ela tinha sido ainda mais ardente e safado. Eu ria muito naquela parada de ônibus. O “Borjão” (ônibus 031 – Avenida Borges de Melo I) chegou, eu subi e continuava a rir. Acredito eu, que os passageiros do ônibus estavam achando que eu estava drogada de tão louca que estava. Se foi bom, só por Kiara ser um mulherão, foi ótimo por saber que o machão do Jon era agora um belo Corno. Nada é mais doloroso para um machão do que ter um par de chifres na cabeça.

Quando cheguei no meu apartamento, liguei a TV, e resolvi que naquele domingo iria assistir o Faustão! Mas quem disse que eu teria sossego. Quando eu já colocava meu suculento miojo para cozinhar, chegava Marcela e Bernardo, com um vinho na mão, batendo na minha porta querendo curtir o domingo comigo (e também saber os “babados” do fds [fim de semana] com a Kiara). Contei tudo para eles! Nunca vi duas pessoas rirem tanto na vida. A gente aproveitou o vinho, o miojo e até o Faustão. Marcela era ótima comentarista de “Danças dos Famosos”. Quando o Tadeu Schmidt já anunciava a corrida dos cavalinhos, o casal resolveu ir pra casa de Bernardo. Pouco tempo depois, batidas na porta, achei que o casal tinha esquecido algo. Quando atendo…

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