Dexaketo Textos Um Pouquinho de Amor Não Faz Mal a Ninguém

UM POUQUINHO DE AMOR NÃO FAZ MAL A NINGUÉM – CAPÍTULO 11

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Quando chego, ainda pela manhã no apartamento de Bernardo, sou surpreendida com a presença de seu Nelson e sua esposa. Mas o que eles estavam fazendo lá? Seu Renato e dona Patrícia pedem para eu me sentar, porque eles estavam lá para falar comigo. Antes de eu dizer o que aconteceu comigo hoje, Seu Nelson falou que já sabia de tudo. Como? Ele tinha ido falar comigo para avisar que não teria expediente no escritório, devido a uma dedetização, aproveitou que estava pela zona do Edson Queiroz e resolveu passar na UNIFOR para me avisar, porém ao chegar lá, ele presenciou o ocorrido. Eu tento falar, mas Seu Nelson disse que me queria para filha. Eu não entendi! Dona Marcília disse que eles tinham um filho maravilhoso, estudioso, trabalhador, que sempre fazia tudo o que estava ao seu alcance para as pessoas ao seu redor terem o melhor, mas que infelizmente, por ser gay, foi assassinado quando passeava com seu namorado pela Praia de Iracema. Desde então, eles ajudavam gays que sofriam com esse tipo de crime. Seu Nelson reforçou que eu lembrava muito o filho deles. Eu fiquei muito grata, mas não podia aceitar. Seu Renato pede para eu aceitar, não era todo dia que duas pessoas tão incríveis aparecem assim na vida de alguém. Dona Marcília ainda reforçou que eles pagariam a UNIFOR pra mim e que eu poderia escolher o curso que quisesse. Chorei e os abracei! Como já disse em capítulos anteriores: “Deus me ama!”

Depois de arrumar tudo para ir com eles, Seu Nelson me avisou que eu não ia morar com eles, pois no caminho até aonde eu estava, ele lembrou de nossa conversa na minha fuga de casa, então se deu o direito de comprar um apartamento para mim naquele condomínio que eu estava, assim ficaria perto de meus amigos. Então pedi para eles me levarem até lá, e o “ap” era lindo, pequeno, mas ótimo. Estava todo mobiliado. Eu não tinha palavras a dizer para meus “anjos”. Dona Marcília ainda avisou para eu buscar uma vaga na equipe de futebol na UNIFOR, pois ele ouviu da Dona Patrícia que eu era uma craque. Fiquei lisonjeada com tudo. Seu Nelson disse que o estágio no escritório ainda estava de pé, mas na área administrativa, pois como filha deles, eu tinha que entender sobre as redes de lojas deles para quando eles se fossem. Eu “arregalei” os olhos e disse que ia demorar horrores para eles morrerem. A gente deu um abraço e eles foram curtir o dia, enquanto isso, eu aproveitei minha folga para aproveitar meu novo lar. Nem acreditava no que estava me acontecendo! Em dois dias, fui do inferno ao céu!

No fim daquele dia, chamei Seu Renato, Dona Patrícia, Bernardo e Marcela para irem lá em casa, fazer uma social. Chamei meus “novos pais”, mas Seu Nelson e Dona Marcília estavam num avião para Paris, iam comemorar 40 anos de casados. Estava tudo indo bem até que…

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