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Um Pouquinho de Amor Não Faz Mal a Ninguém – Capítulo 7

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No primeiro dia de aula, eu estava me direcionando a sala, quando cruzei com Patrick. Ao vê-lo, sorri, fazia tempo que não o via, além disso, criei esperança de ter alguma notícia sobre Luiza, porém, ao me ver, Patrick fez uma “cara de nojo” e me deixou “no vácuo”. Isso me atiçou, o que fez eu ir atrás dele. Ao chegar nele, o segurei pelo braço e perguntei o porquê daquela repulsa. Ele olhou em meus olhos e me destruiu com a resposta. Patrick disse que Luiza morreu por causa da minha covardia, e que ele não queria conversa com uma “frouxa”. Eu, mesmo sem reação, perguntei se ele podia me explicar. Ele soltou o braço de minhas mãos e pediu para me encontrar na parada do ônibus no fim da aula, ele não queria chegar atrasado no primeiro dia.

Após a aula, eu estava na parada, esperando ansiosamente por Patrick. Eu entendi que a escolha pela parada de ônibus se deu, porque para nossas famílias, é um lugar que não existe, então podíamos conversar sem ninguém que conhecemos nos ver.

Assim que ele chegou, ele nem tinha sentado e eu já o enterrogava sobre a morte de Luiza. Ele pediu para eu me acalmar, porque o pior já tinha acontecido há anos. Patrick me contou que após a separação e a mudança brusca de colégio, Luiza foi, aos poucos, se deprimindo. Ela sentia muita saudade de mim, mas não podia expressar o que sentia na casa dela, e nem me procurar, pois nossas famílias, no mínimo, nos levaria a um padre para exorcizar o demônio que havia em nós. Ele contou que foi o conselheiro da irmã até os últimos dias de vida dela. Luiza não queria outra pessoa, mas por conselho dele, se permitiu viver novos casos. Porém, ela não conseguia ficar com ninguém, pois não me esquecia.

Patrick confessou que ele tinha medo de está perto de mim. Eu jurava não entender. Então, ele afirmou que o problema não era eu, e que Luiza não morreu de saudade, foi Jon que a matou! Eu queria entender como, então ele me explicou.

Patrick disse que Luiza não aguentou a saudade e foi me procurar. Eu falei que ninguém veio até mim. Ele afirmou que antes dela chegar a mim, um bando de playboys, liderados por meu irmão, a espancou até ela ficar desconfigurada. Foi terrível! Ela não morreu naquela hora, porque ele apareceu, o que fez Jon e seu bando, ir embora por medo de serem flagrados a matando. Patrick começa a chorar ao falar isso e diz que Luiza poderia ter sobrevivido, mas os pais deles, ao saber que ela foi me procurar, permitiu ela agonizar, para quem sabe assim “aprender” qual era o verdadeiro caminho de Deus. Ela seguia bruta, e mesmo agonizando, gritou que era sapatão e que Deus a fez assim, não seria uma surra que mudaria isso. Os pais deles, naquele instante, a negaram para sempre. Ele disse que tentou salvar a irmã, a levou pro hospital e tudo, mas ela não resistiu.

Eu desesperada disse que não tinha culpa, ele me falou que Jon era meu irmão, e que ele tinha aval de nossas famílias para fazer isso com Luiza. Eu me desesperei, desabafei a prisão que sentia viver. Patrick me deu um abraço e foi embora, disse que temia ficar perto de mim, pois Jon e nossas Famílias eram capazes de tudo para evitar o meu “desvirtuamento”. Fiquei na parada, escondida no meio de outros alunos que retornavam pra casa. Naquele momento resolvi que estava na hora de viver a minha vida, e parar de viver a vida da minha família.

Ao chegar no condomínio…

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