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A Turma – Capítulo 2

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Quando lá chegaram, Luiza os atendeu. Permitiu que João entrasse, mas Bernardo ela barrou. Perguntou a João quem era o “boy”, João, então apresentou Bernardo. Luiza sorriu, pegou Bernardo pela gola da camisa e lhe deu um beijo cheio de desejo e veneno. O menino que mal tinha completado seus 15 anos, jamais havia beijado na boca, teve seu primeiro beijo muito distante de um selinho. Luiza não sabia esconder seus desejos, ainda mais quando se sentia envolvida por um inexplicável querer de ter o prazer do outro pra si, no caso, um “tesão à primeira vista” pelo menino. Ao terminar o beijo, Bernardo viu que não foi tão ruim ir passear com João. Luiza avisa para João ficar na sala assistindo TV, porque ela iria fazer algo com Bernardo. Ele, completamente entregue, vai “na onda” de Luiza e eles vão para o quarto dela. João rir, se deita no sofá alheio, liga a TV alheia e coloca na ESPN.

Alguns minutos depois, chega Rael. João, entretido com a TV, nem percebe a chegada do companheiro de Luiza. Rael vai até o quarto, e lá, pega Bernardo e Luiza no “Bem Bom”. Ele desmaia ao ver a cena. Bernardo e Luiza nem percebem e continuam a aproveitar a noite.

O sol desperta. Bernardo se acorda, ainda sem acreditar no que aconteceu na noite anterior. Ao se levantar, se depara com Rael esticado no chão. Ele se assusta e dar um grito que acorda todo mundo na casa. Rael já levanta perguntando quem era aquele “menino réi”. Luiza diz que era um “peguete”. Rael chora feito uma criança e pergunta porque Luiza vive o traindo. Ela diz que nunca o traiu, porque eles nunca namoraram, eles só dividiam a mesma casa, que no máximo, eles davam uns “amassos”, em meio a carência. Rael começa a soluçar com o choro. Nisso, Bernardo vai juntando as coisas e “se manda” do quarto.

Ao chegar na sala, Bernardo puxa João pelo braço e pergunta porque o amigo não avisou que Luiza tinha um namorado. João disse que ela não tem, ela apenas divide a casa com o melhor amigo e a irmã. Os dois saem da casa e vão tomar café no tio da tapioca, que todo dia estava na esquina da Marechal Deodoro com a 13 de Maio.

Já eram meio-dia, daqui algumas horas, eles estariam oficialmente se tornando alunos do CEFET. Ambos estavam ansiosos e nem disfarçavam. Era o começo de tudo!

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