Dexaketo Textos Uma Incrível História Euro-Americana

Uma Incrível História Euro-Americana – Capítulo 11

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Em meio àquela loucura, um soldado desesperado entra na sala do trono e começa a rir. Ninguém entende. Ainda rindo, o soldado afirma:


_Trago boas novas, Imperador! Os EUA acabam de perder importantes territórios! Os franceses e os espanhóis os expulsaram. Ingleses, alemães, italianos e australianos intensificaram a luta pela independência. Além disso, os astecas já dominaram a Flórida. Foram trazer os caras do passado, olha no que deu!


O imperador ordena que o soldado fale com o supremo general, pois era o momento de invadir a Austrália. Guarniejez grita:


_Não! Isso é suicídio!


Mendes VI pergunta, o porquê. Guarniejez afirma:


_Eles estão com sangue nos olhos, loucos pela independência. Deixe-os conseguir, e ao invés de atacá-los, ajude-os. Depois faça com eles, o mesmo que os EUA fizeram por décadas com a Europa e com a América do Sul. Dê o suporte, sem fazer eles perderem sua autonomia, mesmo dependendo economicamente do Império.


O imperador concorda e cessa a operação.


Após um tempo, Alessandra e Carolina vão ao centro de treinamento, Guarniejez as acompanha, mas acaba por esquecer o celular no salão do imperador, o que o faz voltar, quando percebe o esquecimento. Ao entrar no salão, ele ver que Mendes VI recebe uma mensagem virtual dos astecas. Escondido, ele ver que o Imperador conecta esta mensagem a super TV, para ver o conteúdo, e nesta continha o seguinte:


“Vossa excelência, conquistamos o território do Texas e queremos vender a vocês. Querem comprar?”


O imperador os responde, enviando uma mensagem, na qual, afirma:


“Não, continuem a conquistar mais regiões. Em troca, mandarei soldados que conquistarão o antigo México, então, faremos a troca de territórios. Mas por enquanto, foquem em derrotar os estadunidenses.”


O imperador asteca e líder dos rebeldes concorda com o imperador cearense, porém Guarniejez não!


Algumas poucas horas depois, já no centro de treinamento, Guarniejez utiliza-se da máquina do tempo que Alessandra possuía para ir em algum lugar do tempo passado. Guarniejez volta para 1492, quando Vicente estava vivo e na prisão. Sem explicações, ele traz Vicente para 2192. Vicente tenta entender o que está acontecendo, Guarniejez explica o que ocorreu e o plano no qual precisaria de seu amigo. Vicente entende e concorda. No outro dia, eles colocariam em prática, melhor à noite.


Já no outro dia, Guarniejez planta a “semente do mal” e leva Carolina até o quarto do imperador e tranca-os.


À noite, Guarniejez e Vicente vão até o quarto do imperador e encontram Carolina e Mendes VI jogando FIFA 192. Vicente abre um sorriso ao ver Carolina, que desmaia ao vê-lo. Guarniejez não entende o que deu errado, Mendes VI bate nas costas de Guarniejez e diz:


_Bonitinho, eu já li esta história. Eu sabia o que você queria fazer. Aliás, um recado, se não quer ajudar, não atrapalha. Tenho o costume chato de matar quem não gosta de mim.


Guarniejez fica furioso, mas estava sem ideias para aquele momento.


Pela manhã, Guarniejez perde seu principal aliado, Mendes VI deu para Vicente o ducado de Salvador. O simples camponês agora era Duque. Carolina também ganhou um ducado, o de Goiânia. Alessandra ganhará o ducado de Novo Portugal, após conquistar o território, hoje em disputa entre Bolcheviques africanos, cearenses e estadunidenses.


Vendo que as coisas não sairiam como ele queria e que não teria outra escolha, Guarniejez resolve não mais se opor ao imperador. Ao contrário, passa a ser seu orientador. Na primeira oportunidade, ele pede para Mendes VI lutar pela independência das regiões dominadas pelos estadunidenses, e ao invés de dominá-los, criar uma espécie de domínio socioeconômico que fugisse o controle da região e a submissão evidente de um povo. A ideia que ele deu sobre o caso da Austrália, poderia se aplicar para todos os territórios pretendidos. Mendes VI concorda com a ideia. Naquele instante, surgia o que os historiadores iriam denominar como o começo da Pax-cearense.


Seguindo os conselhos de Guarniejez, Mendes VI apoia os soldados rebeldes da Guatemala, El Salvador, Nicarágua, Honduras, Jamaica, Costa Rica, Panamá, Dominicana, Haiti e Antilhas. O exército estadunidense fragilizado, devido à fragmentação deste em várias lutas e guerras na Europa e na Ásia, acabou cedendo os territórios e aceitando as independências das repúblicas.


Após o fim dos confrontos, com a vitória até fácil da aliança Ceará/Rebeldes, Mendes VI criou um conselho com os líderes rebeldes, conhecido como Conselho de Tegucigalpa, que definiu a criação da União Centro-americana. A reunião definiu que esta União seria uma monarquia governada por Jennifer Jimenéz, filha salvadorenha de Mendes VI. Porém, tal monarquia seria parlamentarista, com deputados eleitos pelo voto popular secreto. Além disso, cada região dessa União, que corresponderia a um território nacional, teria seu conselheiro real, que controlaria as ações locais em diversos âmbitos sociais e econômicos. Esses conselheiros seriam exatamente os antigos líderes rebeldes. Eles também se submeteriam a um parlamento local. Mendes VI afirma que após ratificado, a União teria toda a proteção militar do Ceará diante prováveis ataques estadunidenses. Ao fim da última reunião, a União Centro-Americana foi consagrada.


Enquanto isso, em outra frente militar, agora na África, o exército de Alessandra e Carolina estava pronto para os confrontos. Porém, tudo ocorreu muito fácil, diante o que se imaginava. Já nos primeiros confrontos, os bolcheviques e os estadunidenses desistiram de lutar pelo arquipélago. Assim, com apenas 3 dias de combate, Alessandra e Carolina conseguiram estabelecer o domínio cearense em Cabo Verde, que passaria a se chamar Novo Portugal. Como prometido, os descendentes de portugueses e cabenses voltariam a ter um território próprio, governado por Alessandra.


Após estas lutas, o mundo dá uma trégua às guerras e combates para o natal e o réveillon.

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