Pai dos homens, criador da humanidade, Oxalá é o pai de todos. Muito sábio e benevolente com os filhos, ele os leva pelos caminhos da vitória. Ele é regente do Trono da Fé, ou seja, está associado a todos os assuntos que envolvam a Esperança e a Confiança em Deus.

Oxalá é o Orixá mais velho, filho de Olorum, e foi a ele que seu pai confiou o saco de criação, para que pudesse criar o mundo. Mas, como todo Orixá, Oxalá deveria seguir alguns procedimentos para fazer o ritual de criação. Ele, muito altivo e presunçoso, recusou-se a fazer uma grande oferenda, achando que por ser o Orixá mais velho isto não era necessário. Exú – o responsável por fiscalizar a entrada do mundo do Além – não gostou nem um pouco da falta de respeito de Oxalá, e quando ele passou pelo local o fez sentir uma grande sede que o obrigou a furar uma palmeira com o seu Opaxorô.
Um líquido vermelho e delicioso começou a sair da árvore e Oxalá o bebeu até se embebedar e adormecer, o que ele não sabia é que esta bebida era vinho de palma. Enquanto dormia, seu irmão e maior rival Oduduá passou por ele e roubou o saco da criação, o levando até Olorum e contando o que aconteceu com Oxalá. Olorum então permitiu que Oduduá criasse o mundo. Assim, fez toda a oferenda e a primeira cidade a surgir foi Ifé, e Oduduá tornou-se seu rei.
Ao acordar, Oxalá indignado por não estar com o saco da criação foi falar com Olorum, como castigo ele foi punido a nunca mais poder beber vinho de palma e nem usar azeite de dendê. Mas, tocado pela frustração de Oxalá, o permitiu como consolo em criar o homem a partir do barro, onde Olorum sopraria a vida.
Oxalá se empenhou na tarefa, mas não acatou todas as ordens do seu pai, e bebia escondido o vinho de palma. Por isso algumas pessoas nascem com deficiências físicas ou albinas por não ficarem no forno de Oxalá o tempo certo para cozinhar.

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